T65 - Setembro
Dois cafés & a conta

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Suporte feminino
“Há muita cumplicidade, entusiasmo e motivação e isso reflete-se também nos resultados”
Tudo encaminhado
No final de Julho as contas superam já o resultado de todo o ano passado (2,2 milhões)
T65 – Margarida Máximo

“Um caminho sempre positivo e sempre com base num crescendo de especialização”, tem sido assim o percurso da TMR, diz Margarida apressando-se a afirmar também que as suas 30 funcionárias são o ativo mais importante. Uma espécie de família alargada do clã Máximo, ao qual se juntou entretanto o sobrinho, Luís Máximo, 30 anos, responsável pelas áreas de controlo e finanças da TMR, e a filha, Mariana, 41 anos, a diretora comercial.

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om a sua inseparável cocker spaniel, a cadela Lara, Margarida Máximo anda nestes últimos tempos radiante com o resultado da mudança de casa para um pequeno prédio histórico que recuperou no coração da cidade de Guimarães. A par do regresso aos espaços da infância – “nasci entre muralhas” – e da rentabilização de um investimento feito há 15 anos, também o conforto de voltar ao básico, ao essencial, depois de décadas numa espaçosa moradia fora da cidade.

Uma sensação de conforto que pode muito bem ter a ver com a mudança radical que também há pouco mais de uma década operou na empresa, quando teve que reconverter o modelo de negócio “aos básicos, com pequenas coleções”, que conduziram ao caminho do êxito e do sucesso que são hoje a imagem de marca da TMR. 

Estava a têxtil na ressaca da abertura do comércio mundial quando, no verão de 2009, o agente que lhe ficava com quase toda a produção, mais de 80%, bateu asas rumo à Ásia, deixando a empresa numa situação aflitiva. “Decidi que o modelo de negócio tinha que passar pelos básicos, dirigido para o segmento médio/alto do mercado e com muito mais valor acrescentado”, conta, explicando que deixou de lado as grandes coleções e apostou todas as fichas na formação do pessoal, na apresentação de uma dezena de pequenas coleções com as quais partiu à procura de clientes no centro da Europa. 

Valeram-lhe os contatos e conhecimentos que angariou nos anos em que tinha trabalhado para um casal de importadores ingleses, com agência instalada em Guimarães. Com a separação do casal acabou por ficar com o negócio, mas logo avançou com um importante up-grade. “Como os clientes pediam pequenas coleções e as fabricas só queriam coisas grandes, montei uma pequena unidade para fazer amostras. Eram três costureiras que trabalhavam na sala de jantar da minha moradia”, conta. Não passou, no entanto, muito tempo até comprar uma pequena unidade, com uma dúzia e pessoas, com a qual já trabalhava. Avançava, assim, em 1998, para a criação da própria empresa. 

“Um caminho sempre positivo e sempre com base num crescendo de especialização”, de tal forma que Margarida se apressa a afirmar que “as minhas 30 funcionárias são o nosso ativo mais importante”. Uma espécie de família alargada do clã Máximo, ao qual se juntou entretanto o sobrinho, Luís Máximo, 30 anos, responsável pelas áreas de controlo e finanças da TMR, e a filha, Mariana, 41 anos, a diretora comercial. 

“Já eram da mobília da casa, cresceram praticamente dentro da empresa e foi só assumir funções, tarefas próprias”, descreve a matriarca que destaca o contexto de cumplicidade e compromisso que domina o ambiente na empresa. 

Tratando-se e mulheres e mães na sua grande maioria, decidiram até criar um horário especial de verão, que lhes permite ter livres as tardes de sexta-feira para poderem dedicar-se à família. “Há muita cumplicidade, entusiasmo e motivação e isso reflete-se também nos resultados”, assume a líder da TMR que hoje trabalha fundamentalmente como uma empresa de conceção, que desenvolve pequenas coleções para marcas de prestigio que trabalham diretamente com os clientes finais.

E os resultados mostra que este é o caminho certo, “está tudo a correr muito bem”, explica Miguel, dando conta que no final de Julho as contas superam já o resultado de todo o ano passado (2,2 milhões), que por sua vez – e sendo o ano da pandemia – tinha já duplicado os resultados 2019 (ligeiramente acima do milhão). Por isso, a expectativa para o fecho deste ano aponta para números a rondar os 3,3 milhões de euros, ou seja mais que triplicado os resultadas durante os dois anos em que imperaram as restrições da pandemia.

Perfil

Começou cedo a trabalhar num escritório têxtil, mas aos 19 anos achou que era altura de rumar para Londres para estudar e aprofundar a prática da língua de sua majestade. Voltou também a falar alemão (trabalhou como au pair para um casal de alemães), mas também apetrechada com formações técnicas especializadas na área têxtil e design. A mãe era controladora de malhas numa empresa têxtil e isso ajudou-a interpretar os seus instintos. Mais tarde fez o curso de modelismo e o caminho do negócio têxtil e da posterior criação da empresa acabaram por surgir com toda a naturalidade. E compreensão maternal!

RESTAURANTE
ForMigas, Restaurante – Bar
Parque da Cidade
4810-065 Guimarães

Entradas Setas salteadas e pasta de atum Prato Lombo de robalo com legumes Bebida Garrafa de água e quatro cafés

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