Mário Jorge Machado
a mensagem de Natal, o primeiro ministro, António Costa, traça como prioridade para 2018, mais e melhor emprego, cometendo o erro de não perceber que a criação de emprego não é uma causa – mas sim a consequência.
Este desejo só será realizado se tivermos mais empresários e maiores empresas que investindo e assumindo riscos terão como consequência a criação de mais e melhores empregos.
Os empresários portugueses já mostraram a sua resiliência e os do sector têxtil em particular já deram provas que com um contexto que não seja totalmente hostil, são impulsionadores do crescimento do emprego, da economia e das exportações.
Defende-se o crescimento económico mas o fomento às empresas para investir, inovar, criar coleções, participar em feiras, dar formação especializada aos seus quadros, é pouco e escasso.
Os governos têm gerido a sua agenda política pelos lóbis que enchem a rua e ocupam os media descurando as empresas e os seus trabalhadores.
A carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e sobre os lucros das empresas é tão elevada que ninguém consegue enriquecer fruto do trabalho e do mérito.
Não nos podemos conformar com este fado.
Os empresários, os trabalhadores e as associações empresariais devem assumir uma postura mais reivindicativa sobre a forma de como são expropriados dos seus rendimentos e sobre o destino dado aos seus impostos.
Devemos ser um país onde possamos ter melhores condições de vida e melhores salários.
Necessitamos para tal de melhores governos.
Todos conhecemos o exemplo do povo alemão. Na Alemanha de leste com as leis e governo que tinham, produziam os piores carros do mundo e o mesmo povo, na Alemanha ocidental, com outro governo e outras leis, produziam dos melhores carros do mundo.
A diferença não está no povo. Está sim nos governos e nas leis que promulgam.