T44 - Junho 19

“Estar no Interior
é uma enorme desvantagem competitiva”

Temos de nos ajudar uns aos outros - alerta Isabel Costa, a engenheira que, em contramão com o êxodo do interior para litoral, criou o projeto de reinvenção do burel, para ajudar a sarar o tecido social de Manteigas dos dramáticos estilhaços que o dilaceraram, provocados pela crise que levou ao encerramento sucessivo das 11 fábricas de lanifícios que eram as fundações onde assentava a economia da região

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T43 - Maio 19

“Queremos ser
a empresa de lanifícios mais verde do mundo”

Temos 16 mil painéis solares que produzem energia limpa e satisfazem 1/3 das nossas necessidades - afirma Paulo Augusto de Oliveira, administrador do grupo Paulo de Oliveira.

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T42 Abril 19

"Investimos em hardware mas também em brainware"

Os primeiros dinheiros ganhou-os ainda adolescente quase imberbe como guitarrista da banda So What?, que actuava em bares e um ou outro casamento (“Eram mais bem pagos”, recorda), apresentando um repertório variado onde avultavam standards de jazz, blues e bossa nova. Desde pequeno estudou música, primeiro órgão, depois focou-se na guitarra - conta quem sabe que tinha muito jeito. O trajeto que o levou até à fábrica da família não foi em linha reta, pois fez escalas em Salónica (onde passou os seis meses do Erasmus) e Leça do Balio (o primeiro emprego foi na Unicer, onde se demorou dois anos no serviço de gestão do enchimento). Em 2006 deitou âncora na A. Sampaio (onde fizera o estágio curricular no fim de curso), cumprindo um rigoroso programa de formação profissional, que começou pela equipa de limpeza de teares e continuou no gabinete técnico, laboratório de controlo de qualidade, desenvolvimento de coleção e assim por diante até chegar a um lugar na administração.

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T41 Março 19

“A nossa atitude é seguir o que o mercado pede”

Como é canhoto, Rui era um temível lateral direito da equipa de andebol do Francisco de Holanda. Por isso não é de estranhar que aos 18 anos tenha recebido uma proposta de contrato profissional para alinhar numa equipa da capital, que lhe garantia ainda a entrada na universidade. Com a irmã Anabela (dois anos mais velha) a viver em Lisboa, ele estava inclinado a aceitar o convite. Mas o pai não esteve pelos ajustes. Temia que o filho sucumbisse às tentações da capital, não estudasse e comprometesse o futuro profissional. Por isso, cobriu em mil escudos o salário que lhe tinham proposto, impondo-lhe como contrapartida fizesse Engenharia Têxtil, um curso que começou na UBI (demorou-se um ano pela Covilhã) e acabou na Universidade do Minho. Esta conversa entre pai e filho foi provavelmente o momento decisivo na vida de um homem que se define como patriota, nortenho, vimaranense e vitoriano - “não há que esconder”, remata Rui, que além de empresário têxtil é sócio da maior produtora de grão-de-bico do país, a AICF- Agro Inovação.

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