Maria Monteiro
O CEO do Grupo TMG, Manuel Gonçalves, visitou a Universidade da Beira Interior para dar a conhecer a plataforma ARTNETIC, “um ecossistema de moda onde os designers, retalhistas e fabricantes se juntam para fazer negócios”, afirmou ao T jornal. A plataforma foi criada numa missão conjunta da TMG, da Universidade da Beira Interior, da F3M e do CITEVE, no âmbito do projeto STVgoDigital.
Os designers “são os grandes impulsionadores desta plataforma”, declarou Manuel Gonçalves, que complementou: “o primeiro passo que estamos a dar é convidar as pessoas a interagirem com a plataforma e, por isso, é que estamos a fazer várias apresentações nas universidades e nas escolas técnicas, no fundo é um workshop para que possam aprender como interagir com a plataforma”.
Quanto à sua utilidade, Manuel Gonçalves explicou: “O que nós pretendemos é que os criativos que estão nas escolas e nas universidades comecem a utilizar a plataforma e criem as suas páginas onde apresentam os seus trabalhos, a sua arte e o seu talento. E depois, possam ou criar peças de vestuário em branco, ou seja templates, ou descarregar os templates e aplicar as suas artes nas peças de vestuário. Uma vez feito esse trabalho, os retalhistas podem fazer as suas pré-encomendas e, posteriormente, os fabricantes podem leiloar essas produções e produzi-las”.
Questionado sobre qual o próximo passo, o CEO da TMG afirmou que “vai ser continuar a fazer um roadshow pelas universidades nestas áreas das indústrias criativas para promover a plataforma, pois ela também só é válida e só existe a partir de uma certa massa crítica. Depois contamos que naturalmente a plataforma vá crescendo de forma orgânica”.
A expectativas estão altas, pois para Manuel Gonçalves “esta plataforma abre um leque enorme aos estudantes e recém-licenciados, para que possam ter uma experiência no mundo empresarial, enquanto empreendedores. Esta plataforma é, no fundo, um facilitador para que eles se possam apresentar ao mundo, promover a sua arte e o seu talento. Além disso, os designers podem atuar não só como designer na plataforma, mas também como retalhistas. Ou seja, podem compor as suas coleções, comprar peças dos seus vizinhos, e ainda temos um Marketplace onde eles podem vender as peças”.
“Nós retiramos das costas deles tudo o que é administrativo na produção, na criação, na modelagem. O que nós estamos aqui a buscar essencialmente é a criatividade e a capacidade destes estudantes influenciarem o seu público. Tudo o resto nós fazemos”, concluiu.