20 setembro 19
Malhas

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Sidónios investe oito milhões para se tornar vertical

A Sidónios vai por ainda este mês em marcha um ambicioso plano de investimentos, orçado em oito milhões de euros, que além de tornar o grupo vertical – acrescentando-lhes as valências de tinturaria e acabamentos – lhe permitirá triplicar a área produtiva.

“Fazermos tudo internamente vai permitir-nos servir melhor e mais rapidamente o cliente, já que acompanharemos directamente de todas as fases de fabrico do produto”, explica Sidónio Silva, 57 anos, fundador e líder deste grupo, que compreende duas empresas – a Sidónios Malhas e a Sidónios Seamless.

O investimento de oito milhões, que no seu essencial será feito com capitais próprios (“Tentamos recorrer o mínimo possível ao crédito”, diz Sidónio Silva), contempla ainda a reorganização da área de armazéns e o aumento da capacidade produtiva – sendo que o seu parque de teares circulares crescerá dos 70 actuais para 100 a 118.

“Na área dos teres circulares temos todo o tipo de diferentes máquinas que existem no mercado e até algumas que são únicas. Não consigo dizer a um cliente que não conseguimos fazer determinada peça”, afirma Sidónio Teixeira da Silva, que fundou a empresa em parceria com o pai, Sidónio Ferreira da Silva, que foi responsável técnico da Tor e faleceu prematuramente, sem tempo para ver a conclusão das atuais instalações industriais da Sidónios Malhas, em Roriz, Barcelos.     

Especializada em malhas seamless para desporto, a Sidónios Seamless é a irmã mais nova e mais tech deste grupo familiar (ganhou vida própria, autonomizando-se, há cerca de 15 anos) e deverá fechar este ano com um volume de negócios de oito milhões de euros.

“2019 tem sido um ano atípico, com períodos muito confusos. Mas estou em crer que no  fim vai ser melhor que 2018”, confidencia Sidónio Silva, que espera fazer este ano 12 milhões de euros de vendas só na Sidónios Malhas.

No seu conjunto, as duas empresas, que têm o seu centro de gravidade em duas freguesias de Barcelos, empregam cerca de 160 pessoas e exportam praticamente toda  a sua produção – metade directamente e outra metade indirectamente.

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