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O Brexit começa a fazer estragos: o Reino Unido foi o único dos principais destinos da moda europeia que reduziu as suas importações em 2021, com uma queda de 22,8%, para 14,9 mil milhões de euros, segundo dados da Icex Spain Export and Investment, tendo caído do Top 3 dos mercados mais importantes.
Nos últimos anos, o Reino Unido assegurou o lugar de terceiro maior cliente da moda europeia, atrás da Alemanha e de França. Em 2016, os britânicos compraram artigos de moda (incluindo têxteis, vestuário, calçado, acessórios e joalharia) no valor de 20,1 mil milhões de euros. Seis anos depois, o Reino Unido compra menos 25,6% (os tais 14,9 mil milhões).
No último ano, Suíça, Itália e Estados Unidos ultrapassaram o Reino Unido como destino preferencial da moda europeia, com as ilhas britânicas a não irem agora além da sexta posição. A Suíça estava no encalço da Itália há cinco anos, até que em 2019 a ultrapassou como o quarto maior destino da moda europeia, posição que ocupa desde então. O país aumentou as suas compras de moda da União Europeia em 15,1% em 2021, segundo dados do mesmo instituto.
Os Estados Unidos também conquistaram posições: o país é um dos poucos que aumentou as suas compras de moda europeia em 2021 face a 2019, com uma subida de 15,5%, para 16,7 mil milhões de euros. Em termos homólogos, o aumento foi de 38%.
Embora tenha subido apenas uma posição no ranking, outro dos países que aumentou as suas compras de moda da União Europeia nos últimos seis anos é a China. O gigante asiático gastou 6,2 mil milhões de euros em 2016, tendo duplicado para os 12,5 mil milhões em 2021, ocupando o nono lugar entre os principais clientes.
Alemanha e França continuam a ocupar as duas primeiras posições, com compras de, respetivamente, 39,4 mil milhões e 25,4 mil milhões de euros. No total, a União Europeia exportou produtos de moda no valor de 327 mil milhões de euros em 2021, um crescimento ano-a-ano de 12,2%, mas ainda 2,6% abaixo dos níveis anteriores à pandemia.