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A Primark, gigante da moda de baixo custo propriedade do grupo irlandês AB Foods, não resistiu ao grande aumento da inflação e viu-se obrigada a mexer na sua tabela de preços, tendo anunciado em comunicado que terá de proceder a um ajustamento já no segundo semestre do ano.
“Refletindo as novas pressões inflacionistas, esperamos uma redução ainda maior na margem operacional no segundo semestre”, afirma o comunicado – o que dá a entender que o grupo assumirá a absorção de uma parte dos aumentos, mas não a sua totalidade: terão de ser os consumidores a pagar o resto.
A empresa salientou que “as pressões inflacionistas são tais, que não as podemos compensar todas com economias de custo: a Primark implementará aumentos seletivos de preços em algumas de suas peças de outono/inverno”.
No entanto, a empresa indicou que “estamos empenhados em assegurar a nossa liderança nos preços, sobretudo neste ambiente de maior incerteza económica”. O grupo segue assim os passos de outras empresas do sector, como a Inditex, cujos preços vão subir em média 2%.
A Primark espera obter uma margem operacional de 10% para todo o ano. O grupo especificou que “a inflação das matérias-primas e dos custos da cadeia de abastecimento foi amplamente mitigada pelas taxas de câmbio favoráveis e pela redução dos custos operacionais das lojas”, mas esclareceu que uma inflação mais elevada e o fortalecimento do dólar obrigará a um aumento dos preços.
A Primark fechou o primeiro semestre do ano (encerrado em 5 de março) com vendas de 4.203 milhões de euros, mais 65% que no mesmo período do ano passado, mas ainda 4% abaixo dos níveis pré-pandemia. Os lucros foram de 491,6 milhões de euros, que comparam com os 51 milhões no primeiro semestre do ano anterior.