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Num contexto em que os consumidores estão a mudar os seus hábitos e exigem cada vez mais que as empresas respeitem o meio ambiente, a consultora internacional Euromonitor decidiu agregar os dez passos a que qualquer empresa tem de ascender para poder ser considerada ecologicamente ‘aceitável’ pelo mercado.
A primeira aposta é na circularidade da produção: sem esse objetivo como referência, os restantes requisitos não fariam sentido, diz o documento da consultora. A segundo é a aposta numa nova geração de líderes, capazes de implementar novos modelos de negócios que não se baseiam numa espécie de compensação entre impactos positivos e negativos, mas que ‘risquem’ todos os impactos negativos do horizonte da empresa.
Para atingir esse objetivo, as empresas têm de apostar na intercolaboração (o terceiro passo), fundamental para uma abordagem eficaz à sustentabilidade. ”Superar os desafios globais exige o estabelecimento de metas coletivas ambiciosas, em vez de desafios individuais que operam isoladamente”, refere o relatórios da Euromonitor.
A transparência é a quarta ‘obrigação’ das empresas ecológicas. Partilhar com o consumidor final informações verdadeiras sobre os produtos e a sua origem e sobre todos os materiais usados na produção, é um dever.
A remoção de plásticos e outros materiais contaminantes é o quinto dos requisitos fundamentais. A embalagem sustentável é um dos objetivos de negócios em todos os setores até 2030, na Europa.
A luta entre competitividade e sustentabilidade é o sexto desafio que as empresas precisam de enfrentar – e de algum modo é o mais difícil, dado que ‘mexe’ diretamente nos lucros, nas margens de negócio e na faturação. O relatório afirma que “a falta de comprometimento das administrações é uma das barreiras mais importantes ao investimento em sustentabilidade”, o que quer dizer que os relatórios & contas continuam a ‘ganhar’ aos pontos à sustentabilidade.
O sétimo ponto diz que as empresas devem mapear os riscos à sustentabilidade em todos os mercados onde atuam – ou seja, não vale a pena ser-se sustentável se, a montante, os fornecedores não o forem. Esta obrigação encaixa na oitava: “construir parcerias apropriadas com os investidores”. Segundo a consultora, o nono ponto decorre também ele do anterior: “estabelecer objetivos de investimento na sustentabilidade.
Finalmente, a Euromonitor afirma que o décimo ponto é a obrigação, que cada organização se deve impor, de, dando o exemplo, educar colaboradores, investidores, consumidores e toda a comunidade de ‘stakeholders’ numa postura 100% sustentável.