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Focada na moda técnica e na perfeição, a Olmac leva pela segunda vez à Ispo uma colecção própria onde conjuga luxo e alta performance, mas que tem a particularidade de não ser para comercializar. “Queremos apenas sondar o mercado, ver o nível de aceitação para aquilo que somos capazes de fazer”, explica Orlando Miranda, o CEO da empresa.
Seguindo uma política de passos firmes e seguros, a têxtil de Famalicão tem apostado no private label e na ligação a marcas de luxo associadas à moda com sofisticação técnica. O futuro passa, naturalmente, pela marca própria, mas o tempo é agora o de consolidar ideias e processos. Mais de 95% da produção actual é para o mercado externo, quase tudo à base de malhas e vestuário técnico, de protecção, outdoor e desportos de inverno.
“A marca já existe mas achamos que ainda é cedo para avançar para o mercado. Há que consolidar ideias e processos para que os próximos passos sejam firmes e seguros”, diz o administrador que representa a segunda geração familiar na empresa que nasceu em 1979 pela mão do pai, Olímpio Miranda. Dai que a participação seja encarada numa perspectiva de teste de mercado.
“Já o fizemos no ano passado e o impacto foi excelente. Queríamos ver como os potenciais clientes reagiam aos nossos produtos e acabamos por trazer cerca de uma centena de contactos, dos quais resultaram já uma meia dúzia de novos clientes. Queriamos avaliar mercado, ver qual era a aceitação para o nosso produto, e o resultado foi excelente”, relata Orlando Miranda
Dai que a experiência se repita nesta edição da feira de Munique, que decorre de 28 a 31 de Janeiro, com uma nova colecção concebida especificamente para aquela que é a maior montra mundial para vestuário técnico e desportivo. Em Munique marcam presença todos os protagonistas do sector, incluindo marcas como Fjall Raven (Suécia), Martini (Austria) ou a suíça Mamut, alguns dos clientes de referência da Olmac.