09 março 22
Lanifícios

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O burel não tem géneros nem barreiras

A propósito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, a Burel Factory recordou esta terça-feira os tempos em que o género ditava o ofício e a arte do burel discriminava-se pelos seus autores. Os Mestres dos teares eram sempre homens e recebiam 200 reis. As mulheres dificilmente chegavam a 1/3 desse valor. Mas esse é um tempo passado.

“Quando recuperámos a fábrica, em 2010, ainda encontrámos na região vestígios dessa mentalidade. Os homens eram destinados ao vigor dos teares, as mulheres costuravam e bordavam, urdiam as mantas com delicadeza para fazer a ultimação”, descreve a empresa. Felizmente mudámos esse paradigma, tornámos o trabalho mais justo, mais igual, pelo que hoje os teares são de todos os que se aventuram a domá-los.

“A mestria do burel não tem géneros nem barreiras. Tem amor, arte e engenho. Tem habilidade e dedicação”, conclui a Burel Factory.

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