24 Outubro 18
Internacionalização

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Malhas sustentáveis fazem voar a Lurdes Sampaio

O mapa de exportações da têxtil Lurdes Sampaio é cada vez mais alargado e, acima de tudo, cada vez mais verde. A empresa exporta, de forma directa, 30% do seu volume de negócios e mais de metade da sua oferta já consiste em malhas sustentáveis que a fazem voar para novos destinos.

“A sustentabilidade foi uma aposta nossa desde o início”, afirma Conceição Sá (na foto), CEO da empresa fundada pela mãe, Lurdes Sampaio, relembrando a primeira incursão internacional, em setembro de 2009, na Première Vision Paris:  “Já na altura levamos algumas estruturas em algodão orgânico, talvez umas dez ou onze”, explica a engenheira têxtil.

No entanto a realidade é hoje muito diferente e as malhas sustentáveis formam grande parte do catálogo da empresa de Vila Nova de Famalicão. Cada ano apresenta cerca de 250 novos artigos e mais de 60% consistem em soluções sustentáveis. Para além do algodão orgânico, são utilizados vários outros materiais ecológicos e a empresa mostra-se aberta a novas ideias. Exemplo disso foi a mais recente Première Vision, onde já apresentou malhas concebidas com o fio de pelo de Iaque, da Inovafil.

Esta veia ecológica tem se revelado um argumento de peso junto de compradores internacionais e um valioso passaporte para entrar em novos e exigentes mercados. Desde essa Première Vision de 2009 que a Lurdes Sampaio é marca habitual nas feiras internacionais e conseguiu solidificar a sua presença em vários mercados, como a Alemanha e a França, e ao mesmo tempo entrar nos Estados Unidos, Rússia e países bálticos.

Com mais de 2 milhões de euros em facturação, as exportações diretas da Lurdes Sampaio rondam atualmente os 30%, mas o valor de exportações indirectas será bastante superior já que muitas das confecções portuguesas com as quais trabalha destinam os seus produtos a grandes marcas europeias.

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