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O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Luís Miguel Ribeiro, considera que o país está num fase em que é evidente a necessidade de acordos políticos de longo prazo e ao centro do espectro político, que induzam estabilidade e permitam fazer os investimentos estruturantes que sirvam de esteio aos projetos reprodutivos.
Crítico da forma como estão a ser aplicados e geridos os fundos estruturais, nomeadamente do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), Luís Miguel Ribeiro, em entrevista ao jornal Dinheiro Vivo, lembra ainda a importância da insistência na formação para a produtividade.
“Dissemos desde início que era um erro esta forma de construir o PRR: 2/3 para projetos públicos, 1/3 para privados. E com o exemplo das agendas mobilizadoras acredito que o Governo já se deve ter arrependido. Não digo que 100% deviam ter apoio, mas havia projetos de eleva da qualidade, que tinham o mérito de fazer o que há anos todos defendemos: pôr em cooperação o sistema científico e tecnológico, centros de investigação e empresas, para desenvolver projetos inovadores”.
O presidente da AEP disse que “já percebemos que Portugal vai demorar mais a recuperar e a repor os níveis pré-pandemia”, mas “há que reconhecer o esforço que o Estado fez em termos de medidas de apoio à capitalização de empresas, que foi importantíssimo”.
Mas a questão dos recursos humanos é óbvia” e resulta sobretudo de dois fatores: “Por um lado, a questão demográfica e depois o problema central, que enquanto não resolvermos vai causar danos: a produtividade. Se não subir, não se vai pagar melhor para reter quem queremos que fique cá”.