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Os fundos comunitários estão a permitir a revitalização do setor têxtil do Norte que tem conseguido aumentar a sua competitividade pela introdução de valor e diferenciação, afirmou em Bruxelas a vice-presidente da CCDR-N, Ester Silva.
A CCDR-N, autoridade gestora dos fundos Norte 2020, participa na Semana Europeia das Regiões e Cidades, tendo apresentado um balanço da aplicação do programa operacional regional que “tem conhecido uma forte expressão nos setores tradicionais do têxtil, vestuário e calçado”.
“Perto de um terço do financiamento já aprovado dirige-se a ações de internacionalização de micro e pequenas empresas destes setores, representando igualmente uma preponderância no volume de projetos aprovados”, refere Ester Silva.
Até ao momento, e desde a abertura do novo quadro comunitário, foram já aprovados 70,1 milhões de euros correspondentes a 268 projetos nestes setores, sendo que ao setor têxtil seguiram 24 milhões de euros para 77 projetos de empresas da região do Norte.
“O choque fortíssimo da indústria têxtil após a abertura do mercado europeu aos asiáticos resultou na redução do número de empresas e negócios, por isso importa agora ao setor ter uma estratégia diferenciadora e reposicionar-se no mercado global. Se querem ser competitivas, as empresas do têxtil, confeção e calçado têm de introduzir valor e diferenciação, adaptando-se “às tendências de moda” e desenvolvendo a “capacidade de criar reputação”, conclui a vice-presidente da CCDR-N.
O balanço da aplicação do NORTE 2020 foi hoje apresentado na Semana Europeia das Regiões e Cidades, uma iniciativa do Comité das Regiões que esta semana reúne em Bruxelas gestores, especialistas e promotores dos fundos da União Europeia para o ciclo 2014-2020 para debater políticas de crescimento dos territórios.