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Com o cancelamento de pedidos pelas principais operadoras da moda e vestuário, o volume de negócios agregado do setor na Turquia deverá encolher pelo menos 20% no final deste ano. De acordo com a associação industrial turca Tobb, os negócios do setor já registaram contrações de 30% em março e de 65% em abril.
A Turquia é o sexto maior exportador de moda do mundo e o terceiro para a Europa, e a indústria têxtil é uma das principais fontes de emprego no país, onde trabalham cerca de 1,5 milhões de pessoas e representa 15% das exportações turcas.
Seref Fayat, dirigente da Tobb, afirmou que, após o primeiro choque, algumas empresas internacionais como a Levi Strauss, Adidas ou Nike reagiram, reagendando seus pedidos, num movimento que foi replicado por outros operadores. Mas não o suficiente para uma recuperação total. Segundo as contas da associação, a Turquia deverá perder no final do ano negócios da ordem dos dois mil milhões de euros.
De qualquer modo, a quebra dos negócios do setor turco não deverá ser tão radical como sucederá no leste da Ásia, região onde países como o Vietname e o Bangladesh podem ver os seus negócios do setor da moda e vestuário caírem bastante mais que na Turquia.
Segundo a Tobb, a proximidade do mercado turco à Europa irá defendê-lo de uma quebra maior, com o país a manter-se na linha da frente na retoma, dada a sua proximidade aos mercados europeus.