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Em 2016, o setor têxtil, de vestuário e de couro e calçado destinou um total de 61,4 milhões de euros para equipamentos de controlo de poluição e outros procedimentos de defesa do ambiente, de acordo com os dados mais recentes disponibilizados pelo Eurostat, o gabinete estatístico da União Europeia.
Ora, apesar da importância que a sustentabilidade ganhou como elemento competitividade da indústria, aquele nível de investimento representa uma diminuição de 4,3% em relação ao que foi gasto em… 2008. Os 61,4 milhões compararam com os 64,2 milhões de euros gastos em 2008.
Por subsetores, é o têxtil que aloca um orçamento mais volumoso à defesa do ambiente: 42,4 milhões de euros, contra os 18 milhões investidos pelo couro e calçados. O investimento em equipamentos para a melhoria da sustentabilidade nos têxteis e no couro e calçados observou quedas, entre 2016 e 2008, de respetivamente 15,7% e 44,2%.
Por país, a indústria da moda italiana foi a que alocou um orçamento maior para a sustentabilidade, com um total de 19,2 milhões de euros em 2016, seguida pela França, com doze milhões de euros, e a Alemanha, com 8,8 milhões.
O Reino Unido, Espanha e Portugal foram outros centros europeus da indústria da moda que mais investiram na ecotransformação das suas indústrias: 3,8 milhões, 2,3 milhões e 2,6 milhões, respetivamente.
Estes valores têm de ser relativizados com a dimensão que os setores têm nos seus respetivos países, mas o Eurostat não forneceu uma média ponderada dos investimentos.