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O mundo da moda alinha com a Ucrânia e mais três marcas de topo decidiram deixar de estar presentes no mercado russo, enquanto modelos e atores destacam as cores da bandeira ucraniana nas mais diversas ocasiões. H&M, Asos e Nike deixaram de vender para o país, como forma de visualizarem a sua oposição à invasão da Ucrânia. “Não é correto” vender atualmente na Rússia, diz a Asos, enquanto a Balenciaga apagou todas as publicações do Instagram e do Twitter e deixou apenas a bandeira ucraniana.
A sueca H&M (país diretamente ameaçado por Putin há uma semana) suspendeu temporariamente todas as suas vendas na Rússia, explica em comunicado, e torna-se o maior grupo de moda a tomar essa decisão até o momento. “O grupo H&M está profundamente preocupado com os trágicos eventos na Ucrânia”, dizia o comunicado. A Rússia é o sexto maior mercado da H&M, com uma rede de 168 lojas que responde por uma faturação (no final de 2021) de 733 milhões de euros, mais 3,9% que no ano anterior.
Bestseller e Asos também tomaram medidas semelhantes nos últimos dias. A Asos disse que “não é correto” vender atualmente na Rússia, e a Bestseller, que operava no país a partir de distribuidores na Finlândia e na Polónia, pediu que outras empresas e organizações “assumam a responsabilidade” de parar com os negócios na Rússia.
A Nike também parou de vender online na Rússia, dizendo que “não pode garantir a entrega dos produtos”. Atualmente, o grupo norte-americano distribui os seus produtos em lojas espalhadas pelas cidades de Moscovo, São Petersburgo, Yekaterinburg, Rostov-on-Don e Kazan.
Já a Balenciaga, apagou todas as publicações no seu perfil do Instagram e do Twitter que substituiu pela bandeira da Ucrânia, ao mesmo tempo que incentiva os seus seguidores a ajudarem os ucranianos. A marca anuncia doações ao fundo alimentar das Nações Unidas para apoiar a primeira ajuda humanitária para refugiados ucranianos e diz que vai abrir as suas plataformas para relatar e transmitir as informações sobre a situação na Ucrânia.
A Inditex tem 527 lojas na Rússia, mas para já não é conhecida nenhuma reação do grupo galego ao conflito com a Ucrânia.