Mariana D'Orey
Ao segundo dia, a Première Vision volta a acordar favorável para a esmagadora presença portuguesa no reputado certame a decorrer até quinta-feira em Paris: as empresas são unânimes em considerar que a grande maioria dos visitantes está ali para estabelecer contacto e lançar negócios, e não para ‘fazer número’ nos corredores. O ambiente de negócios em Paris está assim ao rubro, dando indicação muito positiva para os negócios nos próximos meses.
“As pessoas estão dentro dos stands a trabalhar e não a passear pelos corredores. Está quem interessa. Está filtrado e isso é bom”, sintetiza Crispim Abreu, responsável pelo marketing da empresa Crispim & Abreu. Com uma década de participações na bagagem, é com algum espanto que a Crispim & Abreu, empresa vertical especializada em malhas circulares, assiste a um grande ritmo de trabalho nesta edição da PV Paris. “Não esperávamos um movimento tão interessante”, considera Crispim Abreu, responsável pelo marketing da empresa sediada em Riba d’Ave. Entre os contactos já estabelecidos, Crispim Abreu destaca os compradores do mercado francês, que representam mais de 15% das vendas da empresa, bem como a afluência de clientes alemães, nórdicos e, em menor número, ingleses.
Também a LMA se mostra “muito feliz” com esta edição da PV que, Alexandra Araújo, CEO da empresa, diz estar a ser uma agradável surpresa. “Sinto que os clientes nunca viram com tanta calma a coleção e que muitos deles querem passar a produzir mais artigos em Portugal. Os clientes já não querem, nem lhes compensa, comprar em mercados longínquos, seja pela incerteza, pelos fretes ou pela dificuldade em ajustar prazos”, diz orgulhosa a CEO da LMA, que tem como objetivo tornar a coleção 100% sustentável em breve.
Os clientes norte-americanos foram a grande (e boa) surpresa com que se deparou a NGS Malhas, que, nas palavras de Nuno Cunha e Silva, CEO da empresa, “vieram em força e com vontade de fazer negócios à PV”. “Está a correr muito bem não só pelo facto de reencontrarmos os nossos clientes presencialmente mas também pelos ótimos novos contactos que temos estabelecido”, acrescenta o CEO da NGS Malhas.
Ainda sem termos de comparação, até porque se estreia nesta edição na PV, a Brito Knitting sente que este foi o momento certo para dar início às participações na feira de tecidos parisiense. “Viemos com o objetivo de mostrar quem somos e para já o feedback tem sido muito positivo”, considera Paula Carneiro, sales manager da empresa barcelense. Entre as novidades que trouxe para Paris a Brito Knitting destaca as novas malhas para calças, nomeadamente para calças chino e calças cinco bolsos que, de acordo com Paula Carneiro, têm motivado muitas entradas no stand da Brito Knitting.
A Sampaio & Filhos Texteis, Acatel, Albano Morgado, Anbievolution, Anjos E Lourenço, Brito Knitting, Burel Factory, Clariause, Crispim Abreu, Familitex, Fitecom, Joaps, Le Europe / La Estampa, Lemar, Lima & Companhia, Lma , Lurdes Sampaio, Magma Textil, Moldelmalhas, Miguel Antunes Fernandes / Filasa, Modelmalhas, NGS Malhas, R Lobo, RDD, Siena, Texser – Textil Serzedelo, Tintex Textiles , Trimalhas e Troficolor são as empresas portuguesas que compõe a comitiva From Portugal presente em mais uma edição da reputada feira Première Vision Paris, às quais se juntam ainda as portuguesas Adalberto Estampados, Inovafil, JFA, João & Feliciano, Paulo de Oliveira, Penteadora, Somelos Tecidos, Tearfil, Tessimax e TMG Textiles.
A participação das empresas PME portuguesas na PV Paris é uma iniciativa da Selectiva Moda e da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, que visa promover a internacionalização das empresas portuguesas da área da Moda. O projeto “From Portugal” é co-financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020 – Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização.