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O grupo ERT desenvolveu nos últimos meses o projeto Active TNT, de que resultou um conjunto de equipamentos de proteção individual como máscaras, toucas, manguitos, cobre sapatos e batas cirúrgicas de nova geração, criado com o intuito de continuar a inovar e a dar respostas ao combate à pandemia.
Na apresentação do projeto, David Macário, diretor de inovação da ERT, afirmou a intenção de “dar a conhecer a importância dos têxteis técnicos em contexto de pandemia” e da função que estes produtos asseguram em termos de saúde pública. O estado da arte da investigação dos materiais coube à TEC Minho, que referiu o conforto, a segurança e a sustentabilidade como as principais preocupações na realização destes EPI’s.
O objetivo do projeto Active TNT é obter equipamentos de proteção individual com características antimicrobianas e antivíricas, com um incremento na durabilidade e resistência. Para tal, Linda Costa, gestora do projeto, explicou na sessão as diferentes camadas que compõem os protótipos. Por exemplo, as batas cirúrgicas são feitas a partir de um bilaminado com um TNT e filme protetor, sendo que o TNT fica na parte interior para permitir o conforto do utilizador e o filme funciona como uma barreira exterior às gotículas – tendo sublinhado a certificação dos produtos, atribuída pelo CITEVE.
Mónica Gonçalves, do departamento de Inovação da ERT, apresentou ainda uma máscara inovadora capaz de detetar pessoas com temperatura. O forro é feito em algodão para garantir o conforto durante um contacto longo e repetitivo da máscara contra a pele; a proteção é assegurada pelo TNT, que fará a filtragem; a parte exterior é composta por materiais termo e hidrocromáticos que alteram de cor em contacto com o calor.
A ERT Têxtil Portugal conta com 28 anos de existência e especialização na produção de têxteis técnicos. Face à pandemia, a empresa produziu mais de 100 mil máscaras que prontamente distribuiu pela cidade de São João da Madeira.
É possível assistir à apresentação na integra aqui.