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A Dune Bleue acaba de lançar uma meia feita com recurso a plásticos dos oceanos, uma parceria com o projeto Seaqual, que recolhe do mar detritos de plástico e os transforma em fio reciclado.
De acordo com Ricardo Faria, CEO da empresa, a meia inovadora e sustentável “está a surpreender pela positiva com a qualidade”, e levou até o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, a visitar a empresa, em Cavalões, no âmbito do Roteiro pela Inovação.
“Estamos num contexto europeu de economia circular e o que está aqui a acontecer é um sinal inequívoco de que é possível introduzir essa circularidade na cadeia produtiva. Mas é também importante que o consumidor dê um sinal de adesão a este tipo de compra, influenciando o que é produzido”, sublinhou Paulo Cunha.
Esta é a mais recente das apostas da Dune Bleue no caminho da sustentabilidade, sendo que, recorda Ricardo Faria, “o tema tem acompanhado as coleções anteriores”, que já integravam algodão e lã reciclados na composição das peúgas.
Presente no mercado desde 2005 e sem produção dentro de portas, a Dune Bleue dedica-se à criação, desenvolvimento e comercialização de peúgas, recorrendo a parceiros nacionais para fabricar.
Com um volume de negócios próximo dos dois milhões de euros, a empresa regista uma taxa de exportação que atinge os 98%, e emprega nove pessoas, cujo trabalho é acrescentar valor técnico a um produto tão simples como uma meia.
Meias para a Casa Real Inglesa, militares, hospitalares e de segurança para trabalho são alguns dos produtos que desenvolve e que são comercializados para todo o mundo com marca própria e em parceria com outras marcas.
De há dois anos para cá a Dune Bleue tem vindo a apostar no mercado norte-americano. Foi precisamente de uma recente deslocação aos Estados Unidos que surgiu o próximo desafio: incorporar fio com cannabis em meias para fins terapêuticos.