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O consumo de luxo está a crescer em Portugal e o vestuário e o calçado estão entre os bens mais procurados. As conclusões resultam do “Changing Consumer Prosperity”, o mais recente estudo da Nielsen para esta área que regista um aumento de 3% face aos dados recolhidos em 2016.
E se 21% os portugueses assume a compra de produtos premium em retalhistas locais, também outros 17% assumem recorrer a retalhistas internacionais para a aquisição de bens considerados de luxo. Outro dado relevante registado pelo estudo é o que indica que na sua grande maioria estes consumidores ainda tem preferência pelas lojas físicas.
Segundo revela a Nielsen 86% dos portugueses diz que a compra de bens de luxo é feita em estabelecimentos com paredes e tecto, número que é bastante mais substancial que os 60% da média europeia para as compras em lojas físicas.
Por categorias de produtos premium, para os portugueses a procura de vestuário e calçado vem em segundo lugar, num top 5 encabeçado por carne, peixe e marisco e onde figuram ainda os bens electrónicos (3º), os de cuidado oral (4º) e de cuidado corporal (5º). Já para a generalidade dos europeus o ranking de luxo é mesmo liderado por vestuário e calçado, seguindo-se os bens electrónicos, carne, peixe e marisco, café/chá e lacticínios.
Para a classificação premium, a qualidade é a característica que os portugueses mais apreciam (62%), seguindo-se a função ou performance (53%), o serviço ao cliente (50%) ou características únicas e diferenciadoras (43%). A maioria aceita pagar mais por produtos com estas características e cerca de um terço está até “altamente disposto” a pagar mais por opções naturais, orgânicas e sustentáveis.
No que toca às motivações para a procura de produtos premium, os consumidores nacionais a apontam sobretudo para a recomendação de amigos ou familiares. Só depois é que vêm as alusões à pesquisa, compra por impulso e publicidade.