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A Comissão Europeia vai abrir uma investigação formal para apurar se a empresa de moda francesa Pierre Cardin estabeleceu acordos contrários às regras europeias de concorrência. Estão em causa as relações com o seu principal distribuidor na Europa, a empresa alemã Ahlers, com o objetivo de restringir as vendas transfronteiriças.
O executivo europeu lançou a investigação para esclarecer se a Pierre Cardin e a Ahlers abusaram da sua posição ao impor certas restrições à concessão de licenças com o objetivo de limitar as importações e vendas paralelas a grupos específicos de clientes.
“Os obstáculos criados para impedir as importações paralelas causam uma fragmentação indevida no mercado único”, disse Margrethe Vestager, vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pela Concorrência. Vestager especificou que será investigado se a Pierre Cardin e a Ahlers violaram as regras da União Europeia ao limitar as vendas de roupas, calçado e acessórios da marca.
Não é a primeira vez que a Comissão Europeia investiga uma empresa de moda sobre a sua estratégia de distribuição. Em 2017, Bruxelas abriu uma investigação contra a Guess para determinar se impedia os seus distribuidores de vender artigos para a União Europeia, tendo acabado por impor uma multa de 40 milhões de euros. No mesmo ano, o executivo europeu também abriu três investigações antitruste contra a Nike por impedimento ilegal da venda dos seus produtos a fabricantes licenciados além-fronteiras.