20 março 20
Economia

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ANJE cria gabinete de crise para auxiliar as empresas

Perante as repercussões que o surto do novo coronavírus está a ter na economia e que se vão inevitavelmente agravar com o evoluir da pandemia, a ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários, decidiu criar um Gabinete de Crise para apoiar os seus associados e outros empresários afetados pelo surto. O esclarecimento das medidas avançadas pelo Governo para minorar os efeitos económicos da pandemia é um dos motivos da sua criação.

O gabinete será constituído por quadros técnicos da  ANJE com conhecimento e experiência empresarial. A associação congratula-se com o reforço das medidas de apoio às empresas anunciado pelo Governo, mas adverte que “será necessário um grande esforço de divulgação e esclarecimento das medidas governamentais junto do tecido empresarial, para que estas surtam efeito”, refere em comunicado. Importa também que “o acesso aos apoios anunciados seja otimizado e facilitado, o que implica a desburocratização do respetivo processo administrativo”.

Neste particular, refere a ANJE, “há que acautelar a situação das microempresas, que habitualmente não têm a mesma capacidade e os mesmos meios das grandes empresas para tirarem partido das linhas de crédito e dos incentivos fiscais”.

A ANJE defende ainda que, perante a brusca redução da atividade empresarial provocada pela covid-19, é fundamental injetar liquidez no tecido produtivo, “algo que poderá ser feito facilitando e acelerando o acesso aos fundos do Portugal 2020”.

Em relação às moratórias no pagamento das prestações de crédito, a ANJE considera ser esta uma matéria da maior importância para o futuro das empresas. “As obrigações para com os bancos têm um grande peso nas tesourarias das empresas e há que evitar situações de crédito malparado”. Convém, por isso, que o Governo “esclareça rapidamente quais são os critérios que as empresas devem observar para poderem beneficiar deste sistema de moratórias. É ao Executivo que compete definir quem é elegível para aceder ao sistema”.

Por fim, a ANJE apela ao Governo para que, “caso a situação económica do país se agrave além do previsto, sejam tomadas medidas mais profundas de estímulo orçamental e isenção fiscal dirigidas às empresas, mesmo que isso implique diferir o processo de consolidação das contas públicas”.

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