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Apesar de algumas medidas positivas no apoio às empresas, a AEP – Associação Empresarial de Portugal entende que o Governo poderia ir mais longe nos objetivos do Orçamento Suplementar. É necessário muito mais para limitar a vulnerabilidade do país e mitigar o forte impacto negativo sobre a atividade económica, diz a associação empresarial.
“Tendo em conta que a resposta a esta crise requer um forte apoio das políticas públicas dirigidas às empresas, a AEP considera que o Orçamento Suplementar deveria aproveitar a excecional flexibilidade permitida pela União Europeia, nomeadamente as regras temporárias de ajudas de Estado e a suspensão das regras orçamentais do euro, para um maior estímulo orçamental”, diz em comunicado.
Para Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, “existe uma forte expectativa quanto ao Fundo de Recuperação Europeu, que será certamente um excelente instrumento, mas não é de aplicação imediata. As empresas têm de contar com instrumentos de aplicação imediata, face à fase absolutamente crítica em que se encontram, e até lá muitas poderão não resistir, agravando o problema do desemprego”.
Reconhecendo contudo a vantagem de “algumas medidas serem positivas e irem ao encontro de propostas já apresentadas pela AEP”, a associação frisa que “a grande maioria é insuficiente e tem um caráter temporário e concentrado em 2020”, pelo que conclui que “esperava muito mais deste Orçamento Suplementar, como forma de limitar a vulnerabilidade do País e mitigar o forte impacto negativo sobre a atividade económica”.