Ana Rodrigues
A inflação na Zona Euro continua a bater recordes: depois de uma recuperação para os 9,1% em agosto em termos homólogos, registou uma subida para os 9,9% em setembro, face a igual período do ano anterior. No conjunto da União Europeia, a inflação é ainda mais acentuada e atingiu os 10,9% em setembro, superando os 10,1% registados em agosto.
Entre os maiores contribuintes para a taxa de inflação na Zona Euro estão a energia (aumento de 40,7%), alimentação (aumento de 12,7%), serviços (aumento de 4,3%) e bens industriais não energéticos (aumento de 5,6%).
No que diz respeito à energia, o crescimento mais acentuado dos preços entre os 27 ocorreram novamente na Estónia (com um aumento interanual de 24,1%), seguindo-se a Lituânia (aumento de 22,5%) e a Letónia (subida de 22%).
Os crescimentos mais baixos da inflação foram novamente registados em França (6,2%), seguindo-se Malta (7,4%), Finlândia (8,4%) e Irlanda (8,6%). De salientar que, há um ano, antes do início da guerra na Ucrânia e da crise energética, a inflação na Zona Euro era de 3,5% – um indicador que já se encontrava em crescimento (principalmente devido aos problemas nas cadeias de fornecimento globais), depois de um ano antes ter estado em terreno negativo.
Para combater a inflação, o Banco Central Europeu (BCE) realizou em setembro um aumento de 75 pontos base nas taxas de juros, o maior da entidade nos seus 20 anos de história. Em julho, a agência já havia elevado as taxas em 50 pontos base, o primeiro aumento desde 2011. Até ao final do ano, são esperados novos aumentos – seguindo a política do banco central norte-americano e da generalidade dos seus congéneres.