01 outubro 19
Tecidos

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Vilarinho com os olhos postos na Mitteleuropa

Aumentar a penetração nos mercados da Europa Central – designadamente Alemanha, Áustria e Suíça – é um dos objetivos prioritários da Fábrica de Tecidos Vilarinho, que exporta directamente 70% da sua produção.

“As nossas vendas no mercado alemão estão a crescer mas ainda vão crescer mais”, garante Jorge Lopes, comercial da Vilarinho, que fala um alemão nativo, pois até ao 15 anos viveu com os pais em Baden Wurttemberg.

Os Estados Unidos são o destino de cerca de 50% das exportações da Vilarinho, que tem na França e Reino Unido os outros mercados externos mais importantes.

“Quer queiramos quer não, a Alemanha continua a ser o motor económico da Europa. É por isso mesmo que não devemos deixar de a encarar como um mercado prioritário”, explica Jorge Lopes, acrescentando que a Vilarinho também quer aumentar as vendas para os países do Leste europeu.

À rapidez, preço competitivo e capacidade para fornecer pequenas quantidades – o tripé em que baseia a sua competitividade  – a empresa especializada em tecidos para camisas somou mais um fator: a versatilidade da sua oferta.

Da colecção da Vilarinho para outono/inverno 20/21, que apresentou agora na Munich Fabric Start e na Première Vision Paris, consta uma enorme variedade de tecidos, desde os 100% orgânicos (designadamente misturas de algodão e lã, para dar um toque laneiro), até flanelas pesadas (na casa dos 200 gramas/metro quadrado), passando por misturas de 55% algodão reciclado com 45% de micro-poliester reciclado.

“O mercado está mais virado para os tecidos 100% orgânicos e sustentáveis. As nossas coleções são pensadas em função dos clientes que temos”, conclui Jorge Lopes, que tem no seu curriculum passagens pela DeMelo (de Eurico de Melo) e TMG.   

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