25 setembro 18
Moda

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Versace prestes a ir para às mãos da Michael Kors

O grupo de moda Michael Kors Holdings vai comprar a italiana Versace, num acordo que, segundo as agências internacionais, pode valorizar a empresa em dois mil milhões de dólares (1,70 mil milhões de euros).

O novo negócio da Michael Kors surge na sequência da recente aquisição, no ano passado, da britânica Jimmy Choo, por um pouco mais de mil milhões de euros, e demonstra que a marca norte americana (mais conhecida pelas carteiras de pele que levam usam a mesma marca) está apostada em exercer forte concorrência entre os conglomerados de luxo.

Esta concorrência dá-se em dois níveis: por um lado, com a marca também norte-americana Tapestry – dona da Coach e da Kate Spade – e, por outro com os conglomerados europeus, que continuam, para já, a dominar o panorama internacional das marcas de luxo, como é o exemplo da LVMH, detentora da Louis Vuitton.

A Versace é um dos alvos desta transformação que se vai operando ao nível das marcas de luxo internacionais, mas, para já, nenhuma das empresas quis fazer qualquer comentário oficial. Em 2014, a Blackstone, capital de risco com sede em Nova Iorque, comprou uma participação de 20% da marca italiana, mas o ‘casamento’ não correu bem, segundo avança a agência Reuters – pelo que a capital de risco decidiu insistir na venda do grupo italiano.

O alvo dos grandes conglomerados norte-americanos tem como foco o crescente mercado chinês de produtos de luxo – não só em termos de vestuário, mas dos mais diversos produtos. Mas o guerra comercial que está ao rubro entre os Estados Unidos e a China pode, no curto prazo, alterar profundamente as estratégias comerciais que tentam encontrar uma posição confortável no mercado interno chinês.

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