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As vendas da LMA deverão registar este ano um crescimento superior a 20%, contrariando as expectativas pessimistas manifestadas pelos clientes logo no início de 2022, mesmo antes da invasão russa da Ucrânia. “Estamos muito contentes. Tem sido um exercício surpreendente”.
“Clientes que no ano passado nos avisaram que iriam diminuir as compras em 2022, acabaram por duplicar as encomendas”, conta Alexandra Araújo, administradora da empresa. Alexandra acrescenta que este crescimento se deve não só à tendência para o nearshoring mas também, e essencialmente, à qualidade do produto e do serviço prestado pela LMA.
Os receios de uma diminuição forte no consumo não só não se confirmaram como, no caso da LMA, o que sucedeu foi exatamente o contrário, com destaque para a concretização do namoro com importantes compradores norte-americanos, que finalmente se concretizou em encomendas, bem como o peso de compradores alemães “poucos mas bons”.
A LMA está na ISPO com um leque alargado de produtos, com malhas técnicas de alta performance, usando tecnologia dryrelease, e apresentando uma coleção 100% natural, sustentável, com recurso a um leque variado de algodões orgânicos e misturas de fios técnicos e naturais.
“A vertente natural é muito atrativa para o mercado americano”, explica Alexandra, que se declara muito satisfeita por finalmente estar de volta à ISPO – “Fazia-nos falta, pois é a feira para o nosso core business” -, que não se realizava presencialmente desde janeiro de 2020.
Mas está cautelosa em relação a 2023. “Estou preocupada com o medo dos clientes, que estão muito mais receosos do que a nossa indústria têxtil e de vestuário”, conclui a administradora da LMA.