5 Abril 2018
I&D

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Foto: Rui Apolinário

TMG Automotive investe meio milhão para fazer tecidos plastificados

A TMG Automotive vai investir meio milhão de euros no projeto HiSurface que visa desenvolver uma inovadora gama de tecidos plastificados e revestimentos para o interior automóvel, com sistemas de aquecimento e sensorização integrados, assumindo um forte carácter I&D em áreas como a electrónica impressa e os e-textiles.

O projeto seguirá duas linhas distintas de investigação e desenvolvimento: impressão de circuitos eletrónicos em substratos poliméricos, utilizando tintas condutoras; e integração de fios condutores em estruturas têxteis plastificadas.

O projeto HiSurface apresenta assim um forte carácter I&D, abrangendo áreas científico-tecnológicas tão atuais como a electrónica impressa e os e-textiles.

Para maximizar o impacto do projeto, está prevista a criação de protótipos funcionais demonstrando as novas tecnologias desenvolvidas incluindo demonstradores da assentos, consolas centrais, inserts e/ou painéis de portas com novos materiais inteligentes com as funcionalidades integradas, e que terão como principal finalidade a divulgação dos resultados do projeto junto a potenciais clientes, de forma a evidenciar as suas vantagens técnico-económicas.

Para alcançar os objetivos técnico-científicos propostos, a TMG Automotive, atualmente a segunda maior produtora europeia de produtos de revestimento para interiores de automóveis, associou-se a uma entidade do sistema I&D, o CeNTI, que será o principal dinamizador das tarefas de I&D, garantindo a transferência dos desenvolvimentos para ambiente industrial.

Em declarações ao COMPETE 2020, Luís Carvalho da Silva, da TMG Automotive, sintetiza a estratégia levada a cabo pela empresa e a importância do apoio do COMPETE 2020 no âmbito do projeto HiSurface: “A inclusão de sistemas eletrónicos em materiais de revestimento para interior automóvel é uma das fortes apostas em inovação da TMG Automotive. Esta linha de I&D já conta com alguns anos, sendo que com o projeto HiSurface se conseguiu dar um novo impulso, o que tem sido muito positivo. A expetativa é num futuro próximo criar, tendo como base no nosso atual portefólio, uma nova linha de produtos únicos no mercado e de elevado valor acrescentado”. E acrescenta: “Este tipo de desenvolvimentos tem um time-to-market muito longo e o investimento inicial é por vezes bastante elevado, pelo que dificilmente tem retorno financeiro a curto prazo. Desta forma o apoio do COMPETE 2020 torna-se essencial para a sua execução de forma sustentada”.

Luís Carvalho da Silva elogia também o papel do CeNTI neste projecto: “Dadas as limitações internas no que toca a equipamentos e know-how relacionadas com o desenvolvimento e integração de sistemas eletrónicos, o recurso ao CeNTI como parceiro estratégico foi uma decisão óbvia, mas bastante importante”.

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