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Trabalhadores turcos de empresas que confecionam para a Zara têm deixado mensagens de protesto nas etiquetas da marca denunciando abusos laborais e atrasos no pagamento de salários. Alguns desses recados foram detectados em peças à venda nas lojas da marca em Istambul.
Os trabalhadores conseguiram fazer passar nas etiquetas mensagens como “eu fiz esta peça mas não me pagaram por isso”, a par de apelos aos consumidores para um campanha por salários justos e pagos a tempo. Segundo a Associated Press, as peças em questão terão sido fabricadas pela Bravo Tekstil, uma empresa turca a trabalhar para a Zara em regime de subcontratação onde os trabalhadores reclamavam três meses de salários em atraso. A agência informa que a empresa já terá fechado portas na semana passada.
O problema das baixas remunerações e condições de trabalho em países onde se abastecem os grandes grupos de distribuição tem merecido a atenção das grandes empresas e das organizações internacionais dos direitos humanos.
Ainda há poucos dias (18 de Outubro), Pablo Isla, presidente da Inditex – dona da Zara -, reuniu com o diretor geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), precisamente com o objetivo de analisarem formas de colaboração para a promoção das condições laborais em todos os níveis da cadeia de valor do setor têxtil.
Em comunicado, a Inditex sublinha “o firme compromisso no respeito pelas convenções da OIT, especialmente os relativos a trabalho decente”, e destaca projectos em que ambas a entidades colaboram em países como China, Turquia, Cambodja, Brasil ou Indonésia.