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A Cotton Incorporated, associação que reune os produtores de algodão dos Estados Unidos, exclui do seu horizonte a diminuição da produção e o consequente aumento dos preços, impedindo assim a repetição da situação, altamente lesiva para os interesses do setor, que se verificou na crise de 2008.
A associação sustenta que há ‘stock’ abundante mas exclui que o setor agrícola atualmente dedicado ao algodão derive a produção para o milho e a soja, como foi feito após a crise de 2008, e que na altura motivou um sério aumento dos preços da matéria-prima têxtil. “Ao contrário do que aconteceu após a última recessão global, os ‘stocks’ de fibra de algodão devem ser abundantes para apoiarem a recuperação” , afirma a associação num relatório da sua responsabilidade.
Ainda assim, a associação enfatiza que a pressão ascendente sobre os preços daquela matéria-prima poderá ocorrer quando a procura aumentar. É essa pelo menos a expectativa dos produtores, que neste momento se debatem com o movimento contrário dos preços: no mercado de futuros das commodities em Nova Iorque, o preço do algodão caiu de 61 centavos (de dólar) por libra (0,45 kg) para 53 centavos no mês passado.