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A Prada, empresa italiana do segmento do luxo, encerrou o exercício de 2021 (em 31 de dezembro) com vendas e lucro líquido acima do registrado em 2019, antes do início da pandemia: a receita do grupo subiu 8% em relação a 2019 para 3.365 milhões de euros, mais 41% que em 2020.
Os lucros da Prada atingiram no final de 2021 os 294,2 milhões de euros, que comparam com prejuízos de 54,1 milhões de euros no ano anterior.
“Começamos 2022 com força e a nossa estratégia continua a ser a marca, a qualidade do produto e o nosso know-how”, explicou Patrizio Bertelli, CEO do grupo, em comunicado. “Esses resultados deram-nos confiança para atingir os nossos objetivos de médio prazo, apesar da incerteza e do impacto da guerra na Ucrânia na economia mundial”, acrescenta.
A empresa explicou que a evolução do volume de negócios deve-se ao crescimento das receitas das lojas próprias, que registaram um aumento homólogo de 40%, e à política de venda a preço integral. Já nas multimarcas, as vendas da Prada subiram mais 41%. O online responde por 7% do volume de negócios do grupo, registando um crescimento de 61% em relação a 2020.
A Europa e o Japão foram os dois únicos territórios onde a Prada não recuperou as vendas pré-pandemia em 2021. Na Europa, a receita de 2021 caiu 11% em relação a 2019, enquanto no Japão a queda foi de 17%. Já na Ásia-Pacífico a receita cresceu 30% e na América aumentou 69%.
Há uma semana, a Prada seguiu os passos de outras empresas do sector e anunciou a suspensão temporária das suas operações na Rússia. “A nossa principal preocupação é com nossos funcionários e as suas famílias afetadas pela tragédia”, explicou na altura o grupo italiano.
A empresa operava na Rússia com treze lojas, dez Prada e três lojas Miu Miu. As vendas no país representam cerca de 2% da faturação da empresa. No final do período, os ativos da Prada na Rússia somavam 47,8 milhões de euros – que agora, tal como todos os grupos internacionais, podem vir a ser nacionalizados.