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Com perto de 5.000 visitantes, 300 marcas expositoras e muitos e bons negócios concretizados nos dois dias de feira, o salão têxtil nacional saldou-se por mais um grande sucesso. Expositores e compradores concordam com a ideia de que a nossa ITV está a capitalizar com os problemas da cadeia de abastecimento asiática, mas também destacam as vantagens com o regresso às origens. “O MODTISSIMO recupera músculo com o regresso à Exponor”, conclui o jornal espanhol Modaes.
Um balanço bem positivo para a “manifestação de quem trabalha”, como Manuel Serrão apelidou o certame na sua habitual coluna no Jornal de Notícias. “Enquanto um pouco por todo o Mundo temos notícia de manifestações mais ou menos violentas contra as restrições governamentais ditadas pela pandemia, em Portugal regressa à Exponor uma manifestação muito especial. Durante dois dias mais de 4000 profissionais ligados à indústria têxtil e vestuário vão fazer aquela que é a sua manifestação preferida: trabalhar”, escreveu o CEO da Selectiva Moda, responsável pelo evento.
No final, o Modaes conclui não só pelas vantagens do regresso aos pavilhões da Exponor mas ainda pelo êxito de “uma feira que contou com cerca de 5.000 visitante, 15% mais que a última edição”, colhendo também testemunhos de compradores e expositores.
Por cá o ECO destaca também a presença de muitos compradores vindos de vários pontos do mundo. “O maior número de potenciais clientes chega da Alemanha, Espanha e Países Baixos, destacando-se ainda o contingente austríaco, mas a maior ‘novidade pós-pandemia’ é mesmo o regresso dos compradores norte-americanos”, destaca o jornal especializado na área económica.
Para a publicação Guimarães Agora a conclusão é óbvia: “O Modtissimo deu brilho ao made in Portugal numa edição marcada por muitos negócios e algumas iniciativas paralelas que abordaram temas ligados à fileira têxtil”.
Interessantes são algumas das impressões e opiniões colhidas nos dois dias do certame pelo Modaes. “À medida que os corredores se iam enchendo de compradores, a maioria portugueses e espanhóis, também de escutava italiano, francês e até holandês. “Vim dos Estados Unidos e que começar a comprar na Europa; o têxtil português tem muito boa qualidade”, confidenciou um visitante.
Entre os espanhóis, Esther González Ruíz, da empresa Ardila, de Cáceres, partilha as razões da sua presença na Exponor. “ Vim a esta feira porque quero ampliar a minha empresa e trazer uma parte para Portugal: temos que aprender muito com eles”, disse, enquanto outros compradores “também sublinhavam a maior flexibilidade da indústria têxtil portuguesa”, explica ainda a publicação espanhola.
“Já nem pedem um mínimo de metros. Antes pediam um mínimo de 50 metros e agora podes fazer pedidos muito pequenos sem problemas”, disse uma desenhadora vinda das Canárias.
Por parte das empresa, a convicção geral era de que Portugal está a beneficiar com a quebra da cadeia de abastecimento. “Agora, os grandes operadores fogem da China e vêm para aqui ou Marrocos”, comento um expositor ouvido pelo Modaes.