24 agosto 23
Empresas

Maria Monteiro

MODTISSIMO 60+2: Adifafe dá continuidade à internacionalização

A empresa de linhas e fios Adifafe, produtora de passamanarias e acessórios para a indústria têxtil, quer prosseguir o desafio de aumentar a sua exposição aos mercados internacionais – uma estratégia em que a sua participação no MODTISSIMO se tem revelado crucial. Para setembro e de regresso ao certame, o posicionamento é bem claro: “diversificar mercados para garantir independência”, explicou Carlos Vaz, consultor da área internacional da empresa.

“A nossa participação ao longo destes anos no MODTISSIMO sentimos que tem sido uma reafirmação da empresa tanto no mercado nacional como internacional. Sendo a Adifafe uma empresa regional, a partir do momento que começamos a participar no certame começamos a ser reconhecidos”, reconheceu Carlos Vaz.

Para a edição de setembro as expectativas são altas: “Apesar das dificuldades atuais no mercado, sabemos que os países do centro da Europa estão a olhar para nós com outros olhos. Recordo-me do tempo em que os portugueses eram conhecidos por produzir t-shirts e fatos de treino, e até nos viravam a cara. Atualmente é o aposto: agora vamos a uma feira e até nos estendem uma passadeira vermelha quando veem que é um português”, afirmou.

“Muitos clientes que produziam longe estão agora a virar-se para Portugal e temos de aproveitar isso. Neste momento e dado o contexto atual, o mercado do centro da Europa é o de melhor potencial para nós, nomeadamente o da Alemanha, pois é um mercado que está a deixar a produção que tinha na Ásia, e estão a deslocar essa produção para o sul da Europa. Temos inclusivamente um cliente importante alemão, que vem à feira e depois vai à nossa empresa”, acrescentou.

As duas mil cores que conseguem oferecer nas suas linhas, mas também os fios, fitas, cordões, elásticos e fechos de correr, constituem a gama de produtos que a Adifafe oferece aos seus clientes, para além de uma linha de acessórios têxteis que pode ir das agulhas de coser às colas e aos produtos de manutenção de maquinaria. “O facto de termos esta diversidade de oferta permite que haja sempre um produto que está a sair, o que em alturas de crise como agora é uma mais valia para nós”, explicou o consultor. E acrescentou, “além disso, fizemos um grande investimento em maquinaria, de um milhão de euros, através do projeto Norte 2020, que nós permite ter uma melhor qualidade”.

“Indiretamente, exportamos cerca de 90% da nossa produção, porque grande parte dos nossos clientes trabalha para a Inditex”. Os próximos passos, segundo Carlos Vaz são “continuar a internacionalizar, fazer mais feiras e diversificar mercados, para não ficarmos dependentes”.

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