20 dezembro 22
Sustentabilidade

Ana Rodrigues

Mango aprofunda a sua estratégia de sustentabilidade

Novos indicadores de desempenho em sintonia com rigorosos padrões de sustentabilidade fazem parte da ‘Sustainable Vision 2030’, a renovada estratégia da Mango para as áreas ambiental e social – que irá balizar a atividade da empresa nos próximos sete anos. O uso de materiais com menor impacto ambiental e que incorporam critérios do modelo circular estão no topo da agenda.

“A ‘Sustainable Vision 2030’ pretende guiar a Mango na próxima fase do caminho para uma indústria têxtil mais sustentável e comprometida”, refere Andrés Fernández, diretor global de Sustentabilidade, citado em comunicado. O objetivo é que o modelo circular predomine no desenho dos produtos e que 100% das suas fibras usadas nas coleções sejam de origem sustentável ou recicladas.

Nesse contexto, e de modo a antecipar requisitos dos legisladores e a informar de forma mais completa os clientes sobre as peças de vestuário que adquiriram, a etiqueta ‘Committed’ será substituída por um código QR que redireciona para a página web da Mango onde se encontrarão informações sobre a composição, origem e fabrico de cada produto.

O objetivo é o de atingir a neutralidade climática em 2050, mas a estratégia tem metas intermédias: redução de emissões, redução do consumo de água e de plásticos, implementação de ações de proteção da biodiversidade e uma política de bem-estar animal serão consideradas no ‘Sustainable Vision 2030’.

A Mango tornou-se a primeira grande empresa de moda em Espanha a publicar a lista das suas fábricas em termos dos níveis de sustentabilidade (escala Tier) como uma forma de ganhar transparência face aos seus esforços de sustentabilidade da cadeia de abastecimento.

“A nova estratégia de sustentabilidade não é um objetivo a cumprir, mas sim um eixo transversal integrado da nossa estratégia empresarial e modelo de negócio, que condiciona a nossa tomada de decisões e a promoção de projetos e ações, com o objetivo de desenvolver a nossa atividade com o menor impacto ambiental e social possível”, conclui Toni Ruiz, CEO da Mango.

Atualmente, 75% das peças de vestuário do grupo catalão possuem já propriedades sustentáveis. Desde 2021, a empresa conseguiu evitar o uso de 500 toneladas de plástico com o seu projeto de substituição de sacos de plástico por outros feitos de papel. Mais ainda, nos últimos anos, a Mango incorporou fibras alternativas de menor impacto dentro da sua coleção, destacando que 90% do algodão e 29% do poliéster utilizados pela empresa são já reciclados e que 63% das fibras celulósicas são de origem rastreável.

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