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As marcas de luxo francesas LVMH, Hermès e Chanel comunicaram sexta-feira o encerramento das suas atividades na Rússia, uma medida também adotada pela Prada e pelo Grupo Inditex. “Nas atuais circunstâncias não podemos garantir a continuidade das operações e condições comerciais”, comunicou a Inditex à bolsa de valores espanhola. Todos anunciam planos de apoio aos seus colaboradores.
No caso do grupo galego a medida de protesto contra a invasão da Ucrânia assume particular importância, já que o mercado russo representa cerca de 8,5% do seu EBIT, onde tem também mais de 9 mil colaboradores. Todas as marcas anunciam que estão a desenvolver planos especiais de apoio aos seus colaboradores, assim como o fecho inclui os canais de comércio eletrónico.
No caso da LMVH, o porta-voz Bernard Arnault disse que “o grupo está ao lado dos seus 3.500 funcionários na Rússia e suas famílias”, anunciando ao mesmo tempo que para os colaboradores do grupo na Ucrânia “o seu salário será mantido e beneficiarão de apoios específicos durante este período, nomeadamente através do programa de apoio financeiro e psicológico LVMH Heart Fund”.
A Chanel, que tem 17 lojas próprias na Rússia, além de pontos de vendas em grandes lojas, contando com 371 funcionários També, anunciou que “fecharemos as nossas lojas e já suspendemos o nosso comércio eletrónico”, enquanto a Hermès, informou na sua página do LinkedIn a decisão de fechar as suas três lojas na Rússia, incluindo uma na célebre galeria Goum, e colocar uma pausa em todas as suas atividades comerciais na Rússia, onde emprega cerca de 60 pessoas.
Por parte da Prada, o grupo italiano de artigos de luxo suspendeu no sábado passado as sua atividades de venda a retalho na Rússia. “A nossa principal preocupação é para os nossos colegas e suas famílias afetadas pela tragédia na Ucrânia e a quem continuaremos a garantir o nosso apoio”, como anunciou em comunicado.