Maria Monteiro
O grupo de luxo LVMH anunciou que reduzirá até 2030 o consumo de água do grupo em 30%. A iniciativa, que faz parte do programa Life 360, inclui a melhoria da medição do consumo de água em toda a cadeia de valor, a utilização de tecnologias eficientes, a inovação dos processos de fabrico e a sensibilização dos clientes.
Até o final de 2023, o grupo apresentará um “objetivo qualitativo para reduzir a sua pegada de consumo de água e melhorar a qualidade das descargas em ambientes naturais”. Em termos práticos, para reduzir o seu consumo de água e o seu impacto ambiental, o grupo disse num comunicado que está a implementar “planos de ação específicos em zonas com stress hídrico, devolvendo ao meio natural o que dele é emprestado e apoiando as comunidades locais”. Outras iniciativas incluem o uso das tecnologias mais eficientes para o reaproveitamento de águas residuais.
Hoje, na LVMH, essa pegada de consumo de água diz respeito, em particular, à extração de recursos minerais necessários para a fabricação de produtos, à irrigação de vinhedos na Austrália, Nova Zelândia, Argentina e Califórnia e a fazendas de crocodilos e curtumes. A Loro Piana, uma das principais casas de moda do grupo, já deu passos significativos nesta direção, reduzindo o seu consumo de água em 25%, em grande parte graças à introdução de equipamento de reciclagem de águas residuais na sua fábrica principal, afirmou a LVMH num comunicado de imprensa.
No que respeita à prevenção da poluição das águas, o Grupo LVMH afirmou em 2022 num documento intitulado ‘Relatório de Gestão do Conselho de Administração’ que “só a descarga de substâncias na água pelos sectores de Vinhos e Bebidas Espirituosas, Moda e Artigos de Couro e as empresas de Perfumes e Cosméticos que contribuem para a eutrofização são consideradas um indicador importante e relevante”.