28 maio 19
Sustentabilidade

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Lipaco vai poupar 35% na água e 75% na conta da energia

A Lipaco conclui em julho um investimento de 1,8 milhões de euros em aumento de capacidade instalada, investigação & desenvolvimento, sustentabilidade e na automação de processos, que lhe vai permitir duplicar a faturação num prazo de quatro anos.

Uma poupança de 35% no consumo de água será alcançada com este investimento, sendo que ainda no domínio da sustentabilidade e das boas práticas ambientais – área em que foi distinguida na última Techtextil -, a Lipaco pretende aumentar a sua capacidade de produção de energia fotovoltaica, de modo a conseguir que ela satisfaça 75% das necessidades da empresa.

“Investimos muito nos laboratórios, desenvolvemos a tinturaria e acabamentos, com o objetivo de não dependermos de terceiros. Não queremos nunca mais repetir situações do passado em que por culpa de subcontratados não conseguimos cumprir prazos de entrega nem garantir a qualidade prometida”, explica Jorge Pereira, 54 anos, CEO e fundador da Lipaco.

A Lipaco nasceu em 1987, começando por fabricar apenas linhas de costura para o mercado interno, mas no entretanto alargou a sua oferta de produtos aos fios e virou-se decididamente para a exportação, sendo que 40% do seu volume de negócios (cerca de 2,6 milhões de euros em 2018) já é feito fora de portas.        

O objetivo fixado por Jorge Pereira é atingir rapidamente os 50% de vendas exportadas e que a produção de fio técnicos represente metade da produção total de 50% da produção de fios técnicos  – que ainda só valem 30% do negócio.

“O que nos interessa é oferecer cada vez mais produtos técnicos e cada vez menos commodities. O nosso futuro passa pelos fios técnicos”, garante o CEO da Lipaco.

Na área da sustentabilidade, a empresa tem apostado muito na produção de fios biodegradáveis, feitos a partir de madeira ou reciclados a partir de garrafas de plástico.

O esforço de diversificação de mercados levou a Lipaco a produzir um fio de alta tenacidade para a indústria de calçado e a fazer pontaria para a indústria automóvel bem como ao segmento em crescimento de vestuário de proteção e segurança.   

Neste nicho particular tem sido um enorme sucesso, devido à sua grande capacidade refletora, o fio produzido a partir de vidro e apresentado em Paris, em première mundial, na última edição da Première Vision. Mas da oferta da empresa de Esposende também constam um fio ignifero, que não arde – ou desfaz-se quando atinge o ponto de fusão, não queimando quem o está a usar. 

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