04 novembro de 21
Feiras

T

Lima & Companhia quer substituir produção vinda da Ásia

As deslocalizações de produção da Ásia têm jogado a favor da Lima & Companhia: aos já habituais clientes franceses, juntam-se agora novos contactos ingleses, espanhóis e alemães, interessados em conhecerem as novas malhas da marca e em deixarem de ver as suas encomendas viajarem milhares de quilómetros antes de chegarem ao ponto de venda numa altura em que os preços dos transportes internacionais estão em alta.

Catarina Cortinhas, designer da Lima & Companhia, partilhava com o Jornal T aquando da sua participação no MODTISSIMO que estes novos clientes surgem na sequência das “demoras nas encomendas e peças com defeito” das produções asiáticas, abrindo-se assim uma oportunidade para a produção europeia desenvolver as suas competências.

Depois de um ano marcado por constrangimentos provocados pela pandemia de Covid-19, a empresa regista agora as suas consequências, nomeadamente a falta de fio: “estivemos dois meses à espera de fio, o fio não chegava para a procura que tínhamos e acabarmos com a produção atrasada”. Mas as expectativas para 2021 são altas, uma vez que estes constrangimentos tendem a desaparecer com a normalização das atividades.

Para o outono-inverno a empresa focou-se numa coleção para o segmento masculino, com preocupações ambientais bem definidas: “desde há quatro anos que sentimos a procura pelos orgânicos, recicláveis e temos adaptado a nossa oferta nesse sentido”, diz Catarina Cortinhas. A empresa está também a trabalhar nas certificações, sobretudo a GOTS, “bastante pedida pelos alemães”, e nos acabamentos antibacterianos.

 

Partilhar