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Todas as unidades do grupo JF Almeida estão a ser alvo de trabalhos de desinfeção para retomarem laboração na próxima segunda-feira, 6 de Abril. A medida foi adotada depois de a Direção-Geral da Saúde ter revertido uma decisão de encerramento para uma quarentena de 14 dias, na sequência da deteção de um caso de infeção por Covid-19.
“Vamos fechar o resto da semana e no próximo fim-de-semana e todos os dias todas as unidades serão alvo de desinfeção, para na próxima segunda-feira retomarmos toda a produção”, avançou esta manhã ao T Jornal o empresário Joaquim Ferreira de Almeida, que lidera um grupo com mais de 650 trabalhadores
O grupo têxtil de Moreira de Cónegos – que tem no ativo um plano de contingência bem montado e inclusivamente elogiado pela própria Direcção-Geral da Saúde – contestou de imediato a decisão de encerramento, uma vez que a colaboradora infectada (que não estava na unidade há mais de uma semana) exercia funções num edifício do grupo distante vários quilómetros da restante produção.
A notificação chegou à empresa via e-mail durante o dia de ontem, sendo que a funcionária em causa já não estava ao serviço há mais de uma semana e os trabalhadores com quem privou encontram-se a cumprir um período de quarentena. O setor em que trabalhava, a confeção, foi logo desinfetado, de acordo com as normas da Direção-Geral da Saúde.
O grupo – cuja faturação ultrapassa os 60 milhões de euros, assegurados em mais de 90% pelas exportações – tem sido um dos mais ativos no abastecimento dos hospitais em termos de tecidos e toalhas.
Joaquim Ferreira de Almeida diz que o grupo “continua felizmente a contar com algumas encomendas” e tem todo o interesse em manter o fluxo produtivo “nesta fase muito complicada”, na tentativa de a ultrapassar com um mínimo de dano, quer para os colaboradores das unidades, quer para as empresas que se encontram a montante e a jusante da produção.