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O fio 360, produzido a partir de resíduos têxteis da sua tecelagem, é a mais recente novidade do esforço da JF Almeida para acertar o seu relógio pela hora da economia circular. Composto por 90% de algodão e 10% de poliester, o fio 360, totalmente produzido a partir de desperdícios reciclados é mais uma das apostas da têxtil lar de Moreira de Cónegos no âmbito da sustentabilidade.
“Keep calm, we reduce water” é o slogan que a JF Almeida adoptou para comunicar outras das vertentes verdes da sua atividade – o inovador processo de fingimento que lhe permite gastar apenas 12 litros de água para fazer uma cor.
A empresa prepara-se, entretanto, para abrir mais um canal de exportações para África, neste caso a Nigéria. “Seremos um dos primeiros a chegar, sendo que é um mercado restrito, um mercado que nunca trabalhámos e que vamos abordar em 2019, onde já estamos a fazer prospeção”, diz o CEO Joaquim Almeida.
Esta estratégia surge depois do grupo ter assegurado um ritmo de crescimento acelerado no mercado argelino graças à joint venture estabelecida com a Almeida Production, um parceiro local que emprega 30 pessoas. Numa primeira fase, começou a trabalhar-se o mercado interno, uma vez que a indústria têxtil local satisfaz apenas 6% das suas necessidades. Numa segunda fase, e segundo Joaquim Almeida – Presidente e fundador da JF Almeida, a ideia é exportar para toda a região do Magrebe.
No início o grupo nacional enviava para a Argélia quatro contentores de felpo em rolo que eram ali confecionados, mas o objetivo é continuar a crescer. A Almeida Production está em velocidade cruzeiro e pode faturar entre sete a oito milhões de euros, segundo estimativas do grupo.
O grupo de têxteis lar considera que “o ano de 2018 correu muito bem”, o que lhe permitirá fechar o exercício com um volume de negócios que deverá situar-se, segundo Joaquim Almeida, “entre os 57 e os 60 milhões de euros”, sendo agora a palavra de ordem a estabilização da dimensão que já atingiu.