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A atividade industrial dos fabricantes mexicanos do setor têxtil e da moda está a recuperar, nomeadamente através das encomendas de empresas norte-americanas que estão a transferir os pedidos que até agora eram endereçados para as fábricas na China – afetadas pela epidemia do Covid-19.
Os comerciantes norte-americanos procuram stocks rápidos que sirvam de resposta às ameaçadas campanhas de primavera-verão e de outono-inverno, a maior do ano. O México, o principal centro industrial nas proximidades dos Estados Unidos, começa assim a ganhar posições no mapa de compras da moda internacional.
Atualmente, ou mais propriamente antes do impacto do vírus, a China exporta 157,8 mil milhões de dólares por ano em roupa para os Estados Unidos, com o México a assumir a terceira posição como fornecedor daquele mercado (o Canadá é o segundo). Segundo informações publicadas pela Câmara Nacional da Indústria Têxtil Mexicana (Canaintex), em 2019, 60% do total de exportações de têxteis do país foram para os Estados Unidos (o vestuário assume uma quota de 91,8%).
Várias empresas mexicanas têm reportado às associações setoriais um aumento sensível das encomendas provenientes de clientes norte-americanos, o que implicitamente é considerado uma consequência da geral paragem de produção das unidades industriais da China. Para já, não há ainda indicadores que permitam, no caso europeu, inferir qualquer movimentação do género no agregado dos 27.