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O maior grupo de distribuição de moda do mundo encerrou o exercício de 2021 (em 31 de janeiro passado) com um volume de negócios de 27.716 milhões de euros, 36% acima do período homólogo de 2020, mas ainda 2% abaixo dos níveis de 2019.
Os lucros seguem o mesmo ritmo: atingiram os 3.243 milhões de euros, muito acima dos 1.100 milhões de 2020 (uma queda de 70% face ao ano anterior), mas ainda cerca 11% abaixo dos mais de 3.660 milhões de 2019.
O resultado operacional bruto (EBITDA) foi de 7.183 milhões de euros, 58% superior ao ano anterior. Já as despesas operacionais cresceram 26%, abaixo das vendas. Uma das notas mais positivas dos resultados foi a margem bruta, que melhorou 123 pontos base em relação a 2020 e ficou em 57,1% das vendas, a melhor performance nos últimos seis anos. A posição financeira líquida cresceu 24%, para 9.359 milhões de euros.
A empresa atingiu o seu objetivo com as vendas online, que contribuíram com 25,5% do volume de negócios em 2021. O negócio online cresceu 14%, apesar da elevada base comparável, e atingiu os 7.500 milhões de euros.
O plano de otimização da rede de lojas está na fase final: o grupo tem atualmente menos 5% de lojas que em 2020 e menos 13% que em 2021. No final do ano, o grupo operava 6.477 estabelecimentos.
Estes valores não incorporam ainda o impacto da invasão da Ucrânia por parte da Rússia e a consequente (e, para alguns analistas, tardia) decisão de encerrar a operação no país agressor.