20 abril 22
Comércio

T

Inditex diminui exposição aos mercados de proximidade

Ao contrário do que parece aconselhar o aumento exponencial dos transportes e a dependência da Europa em vários domínios, o grupo Inditex diminuiu em 2021 a sua exposição aos mercados de proximidade: Espanha, Portugal, Marrocos e Turquia representaram 48,6% dos fornecedores, ligeiramente abaixo de 2020, e 46,2% das fábricas de vestuário utilizadas, o valor mais baixo dos últimos anos.

O grupo colocou no mercado 565.027 toneladas de vestuário em 2021, mais 25% que no ano anterior (um recorde histórico) e mais 3,7% que em 2019, apesar de as vendas permanecerem abaixo dos níveis pré-pandemia. E a China ganhou terreno como fornecedor: responde por quase 40% do total da produção do grupo galego, quando, no ano anterior, não foi além dos 34,8%.

No total, a Inditex trabalhou em 2021 com 1.790 fornecedores diretos que, por sua vez, utilizaram 8.756 fábricas com mais de três milhões de funcionários no total. Em 2020, a empresa trabalhava com 1.805 fornecedores com 8.543 fábricas e em 2019, com 1.985 fornecedores e 8.155 fábricas.

Cerca de 97% da produção para a Inditex está concentrada numa rede de doze clusters de fornecedores: Espanha, Portugal, Marrocos, Turquia, Índia, Bangladesh, Paquistão, Vietname, China, Camboja, Argentina e Brasil. O sourcing era de 51 mercados em 2019, tendo passado para os 44 no final de 2021.

Das fábricas declaradas em 2021, a maioria (4.315) corresponde à confeções e à fiação e tecelagem (3.179). As restantes dividem-se entre corte (120), tinturaria e lavagem (209), estamparia (305), acabamento (295) e produtos não têxteis (333).

A Inditex fechou 2021 com um volume de negócios de 27.716 milhões de euros, 2% menos que em 2019.

Partilhar