08 junho 22
Comércio

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Inditex bate todos os recordes no primeiro trimestre

Entre fevereiro e abril, período que corresponde ao primeiro trimestre do ano, o maior grupo de distribuição de moda do mundo atingiu um volume de negócios de 6.742 milhões de euros, mais 36% que no mesmo período de 2021 e lucrou 760 milhões, o maior de sempre para um trimestre, representando um crescimento de 80%.

Em comunicado, o grupo realça que estes resultados surgem num quadro de inflação crescente – que já se fazem sentir nos preços – e de obrigação de fecho do negócio na Rússia, ‘sugerido’ pela sanções impostas tanto pela União Europeia como pelos Estados Unidos.

A margem bruta foi a maior em dez anos, situando-se em 60,1%, vinte pontos base a mais que no primeiro trimestre de 2021, graças ao facto de que “as despesas operacionais permaneceram muito controladas”, aumentando apenas 24%, muito abaixo do primeiro trimestre de 2021. O resultado operacional (EBITDA) aumentou 55% para 1.917 milhões de euros.

O grupo informou ainda que decidiu provisionar integralmente as despesas estimadas para o ano de 2022 na Rússia e na Ucrânia, tendo registado um encargo extraordinário de 216 milhões de euros no primeiro trimestre. Excluindo esta provisão, salienta a Inditex, os resultados líquidos teriam disparado para 940 milhões de euros.

A Inditex destaca ainda “o forte crescimento nos Estados Unidos”, que em 2021 se tornou o seu maior mercado no exterior. Na China, 67 lojas foram afetadas pelos bloqueios durante o primeiro trimestre, mas no final do período apenas quatro permanecem fechadas. A Inditex opera com uma rede de 6.423 lojas, quando eram 6.477 no final de 2021. A reabertura cada vez com menos restrições das lojas físicas fez com que as vendas online tivessem contraído 6%.

Esses são os primeiros resultados sem Pablo Isla à frente do grupo, agora liderado por Óscar García Maceiras.

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