T
A escassez de energia no sudoeste da China, provocada por uma seca prolongada numa região altamente dependente da produção hidroelétrica, está a obrigar ao encerramento temporário de fábricas em todos os sectores.
A escassez de energia soma-se às medidas de prevenção contra a Covid-19 (conhecidas como Covid Zero), que, juntamente com outras variáveis, induziram um abrandamento do crescimento económico do gigante asiático.
Neste contexto, várias empresas instaladas na província de Sichuan tiveram que fechar ou reduzir a produção, depois de receberem ordens para racionar energia durante um período de cinco dias.
O aumento da produção industrial e das vendas do retalho abrandou em julho, atrasando a recuperação económica da China, depois de Xangai e outros centros industriais importantes do país terem sofrido bloqueios, totais ou parciais, no segundo trimestre do ano, na tentativa de travar surtos do coronavírus.
A economia chinesa atingiu um crescimento homólogo de 2,5%, no primeiro semestre de 2022, menos de metade da meta de 5,5%, prevista pelo governo chinês.
A China enfrentou tensões semelhantes no ano passado, quando a província de Guangdong, também no sudeste, um dos centros industriais mais importantes do mundo, ordenou o encerramento de fábricas, após reservatórios hidroelétricos terem atingido níveis mínimos.