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Depois de ter apresentado uma trajetória descendente desde o início do ano, o índice SIMB35, que agrega as ações das principais empresas de moda cotadas nas bolsas mundiais, começou a inverter a tendência e está a recuperar desde março. O ritmo é contudo mais lento que o apresentado pela quebra do valor das ações ao longo dos primeiros meses do ano.
Em Junho, a subida de valor foi liderada pelas ações de marcas como Falabella, Esprit, Gap e Coty, que encerraram o mês com aumentos acima dos 10%. No lado oposto estão os papéis da L Brands, Ralph Lauren e Safilo.
Após o choque de março, que afundou as bolsas de valores internacionais, o índice da moda recuperou terreno em junho (mais 3,15%), depois dos crescimentos verificados em maio (7,39%) em abril (10,76%). A diminuição do ritmo de crescimento fica a dever-se ao facto de o desconfinamento depois da pior fase da pandemia de Covid-19 não ter corrido tão bem como chegou a ser esperado.
O benchmark fechou junho nos 20.440 pontos, recuperando assim a barreira dos 20.000 pontos que perdeu em fevereiro. Mesmo assim, o SIMB35 continua longe do seu máximo histórico, registado em dezembro passado , quando atingiu 22.371 pontos.
Depois de sair de 3,93% no primeiro mês do ano, o SIMB35 caiu 7,83% em fevereiro e afundou 15,90% em março, mês negro para as bolsas internacionais. Recorde-se que, em junho, o Ibex35 e o Dow Jones fecharam em alta, com aumentos de 4,33% e 1,75%, respectivamente.
O SIMB35 nasceu em setembro de 2011 por iniciativa do jornal espanhol Modaes, com uma base de negociação de 10.000 pontos.