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Num mercado que, apesar de tudo, se mantém como oásis de crescimento, a China tem tido um papel central no crescimento da Elastron. A prova-lo a procura e o destaque que a marca portuguesa registou na Intertextile Shanghai Home Textiles da semana passada. “É uma plataforma essencial para mostrarmos nossos novos produtos e os compradores demonstraram grande interesse”, diz o CEO José Carlos Oliveira.
Num balanço oficial, os organizadores daquela que é a segunda feira mais importantes mo mundo para o sector – depois de Frankfurt – destacam a Elastron como um dos players mais destacados para o imenso mercado asiático. “Tivemos muitos compradores a visitar o nosso stand, e embora 60 a 70% deles fossem da China também houve compradores estrangeiros importantes”, sublinha o líder daquele que é um dos mais importantes fornecedores à escala global de tecidos e couros para estofos e fabrico de sofás.
“Embora a economia global não esteja na melhor forma, a China é o maior mercado e ainda está em crescimento constante. Continuamos a receber um feedback muito bom deste mercado e a Intertextile é muito importante para nós, uma das feiras mais importantes do mundo”, conclui José Carlos Oliveira.
Comemorando a sua 25ª edição, os organizadores destacam a presença de 1.147 expositores de 27 países e regiões e os mais de 35.000 compradores de 117 países e regiões que estiveram em Xangai, de 28 a 31 de agosto, numa feira de proporções gigantescas que abrangeu sete salas do Centro Nacional de Exposições e Convenções e uma área de 170.000 m2.
Destacando o acesso de fornecedores internacionais ao crescente mercado chinês nos níveis médio e premium, os organizadores da Intertextil Shanghai sublinham que até chegar a esta 25ª edição a feira passou também de uma plataforma de negociação tradicional para um contexto que “oferece agora uma visão de tendências, oportunidades de negócios por meio de cruzamentos do sectores e soluções para a transição para o comércio electrónico através do programa adicional da feira e eventos de correspondência de negócios”.
E a China continua um mundo à parte. Num contexto onde “não há como esconder que o mercado está a passar por momentos desafiadores, com o provam este ano eventos do setor em todo o mundo, na China os vários indicadores permanecem ainda robustos, incluindo crescimento contínuo no mercado doméstico de têxteis para o lar e forte procura por marcas no exterior”, como destaca o comunicado de balanço.
Que o diga a Elastron, um gigante português incrustado na China que exporta para mais de 70 países e prevê fechar o ano com uma facturação superior aos 50 milhões.