19 Maio 20
Covid-19

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Comércio espanhol consegue impor as promoções

O comércio espanhol, com destaque para o setor têxtil, aumentou o tom das reclamações contra a proibição da prática de saldos e promoções nas lojas físicas de todo o país – uma medida que foi anunciada há cerca de uma semana pelo ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa – levando o governo suavizar a sua decisão: as promoções passam a ser possíveis desde que não provoquem aglomerações.

A medida tinha exatamente como objetivo evitar a concentração de pessoas nesta primeira fase de desconfinamento, mas mereceu a contestação desde o primeiro. No final da semana passada, havia algumas evidências de que a proibição total podia vir a ser levantada, o que acabou por suceder.

“É uma barbaridade, um absurdo”, defendia Eduardo Zamácola, presidente da Associação do Comércio Têxtil (Acotex), que explicava que as promoções são neste momento mais necessárias do que nunca depois dos meses de encerramento das lojas espanholas à custa da pandemia.

O presidente da Acotex temia mesmo que muitos comerciantes não sobreviveriam e recordava que as lojas estão com stock acumulado. Também a Autoridade Catalã da Concorrência considerou que a medida do governo “prejudica gravemente os consumidores e os utilizadores”.

A proibição de promoções e saldos nas lojas físicas – que não se aplicava às lojas online – e nas suas imediações  tinha como objetivo evitar aglomerados de pessoas, sendo que só reabrem os espaços com menos de 400 metros quadrados e com limitação de capacidade até 30%.

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