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Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas de moda na China acumularam uma queda de 8,1%, com um tombo, só no mês de maio na ordem dos 16,2%, segundo dados divulgados pelo gabinete oficial de estatísticas da China. Na generalidade, o comércio interno no Império do Meio caiu 1,5% no período em referência.
Estes valores – que os analistas dizem ser devidos aos diversos confinamentos severos a que as cidades mais populosas têm estado obrigadas – indicam que a moda é dos segmentos do comércio mais afetados quando o consumo interno chinês sofre qualquer abalo. E não foi apenas porque uma parte dos chineses deixou de sair de casa: a venda de moda online também encolheu 1,6% entre janeiro e maio – apesar de, em termos gerais, o e-commerce ter crescido 2,9% no período em referência.
Nos últimos meses, o governo chinês impôs restrições em várias grandes cidades do país para conter o avanço da pandemia, dando continuidade à política Covid Zero. A partir de 1 de junho, as restrições em algumas localidades começaram a ser levantadas, nomeadamente em Xangai, porventura a cidade mais ‘ocidentalizada’ da China.
Os meses de confinamento em cidades como Hainan e Shenzhen tiveram forte impacto nas vendas das grandes operadoras de moda: empresas como a Nike, Adidas e Kering deram nota de que reduziram as suas vendas nestas regiões.