06 setembro 21
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Calor de agosto derreteu ganhos da moda em bolsa

Em divergência com os mais importantes índices das bolsas internacionais, o agregado SIMB35  perdeu valor em agosto, tendo sofrido uma variação negativa de 2,6%. Agosto é tradicionalmente um mês de descida de cotações, mas este ano os índices gerais mostraram uma desusada resistência.

Foi a primeira vez este ano que o SIMB35 – grupo que soma as cotações das maiores empresas têxteis cotadas e que é da responsabilidade do jornal espanhol Modaes – não repetiu o crescimento sustentado que vinha caraterizando o índice a partir de janeiro passado, mês em que perdeu 4,5%. Desde então, tinha conseguido agregar fortes crescimentos, que lhe havia permitido, em junho e julho, ultrapassar a barreira dos 32.000 pontos. A variação de agosto colocou o índice nos 31.831 pontos.

Apesar do saldo negativo de agosto, algumas empresas de moda conseguiram contrariar a tendência geral: a Macy’s subiu 27,7% (após apresentar resultados trimestrais melhores que o esperado”; a Esprit subiu 27,4%; e a JD Sports cresceu 15,1%. As duas empresas espanholas agregadas ao SIMB35 mostraram um comportamento misto: a Inditex subiu 3,4% mas a Adolfo Domínguez caiu 0,9%.

A canícula de agosto atingiu particularmente a Prada (a empresa italiana listada na bolsa de Hong Kong caiu 22,6% e atingiu mínimos desde março de 2021); a Swatch (menos 14,6%); e a Gap (13,9%).

Duas novas empresas deram este mês entrada no índice: a Bath & Body Works (resultante de um spin-off da LBrands) e a Victoria’s Secret, que disparou 26% só no primeiro dia de cotação. Recorde-se que o SIMB35 nasceu em setembro de 2011, com uma base de 10.000 pontos.

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